17 julho 2016

Não estás

Sem comentários:

Duas improbabilidades
Um sorriso, uma conversa todas as tardes
Imprevisíveis
Desconhecidos, estranhos, inadvertíveis

Ouvia-te as histórias, ouvias-me rir
Sabias a maneira de me fazer sorrir
Sem te saber o nome, tinha-te na alma
Cruzava-me contigo, custava manter a calma

E eu quis confiar, eu escolhi assim
Não queria ouvir falar das histórias acerca de ti
Se amor é cego então eu não via nada
Cada palavra que dizias, eu acreditava

Cada momento de aflição, cada dia mais cinzento
Eu via-te sorrir-me e ganhava nisso alento
Mas agora tu não estás, sei que não vais estar
E eu agarro-me a tudo que me faça aguentar