17 julho 2016

Não estás


Duas improbabilidades
Um sorriso, uma conversa todas as tardes
Imprevisíveis
Desconhecidos, estranhos, inadvertíveis

Ouvia-te as histórias, ouvias-me rir
Sabias a maneira de me fazer sorrir
Sem te saber o nome, tinha-te na alma
Cruzava-me contigo, custava manter a calma

E eu quis confiar, eu escolhi assim
Não queria ouvir falar das histórias acerca de ti
Se amor é cego então eu não via nada
Cada palavra que dizias, eu acreditava

Cada momento de aflição, cada dia mais cinzento
Eu via-te sorrir-me e ganhava nisso alento
Mas agora tu não estás, sei que não vais estar
E eu agarro-me a tudo que me faça aguentar



Mas tu não estás
Nas pontas de cigarros acesos em vão,
No fundo de copos virados a tremer-me na mão,
No frio das noites passadas em vielas
Nem na devoção muda posta em velas

Mas tu não estás
Em lado nenhum que te procure
Faz-me falta alguém que me ature
Com estas incertezas, que tu tão bem compreendias

Faço por deixar-te ir, por apagar cada palavra
Mas esquecer-te é fazer morrer parte de mim,
Desistir é sufocar tudo em que me apoiava

Mas fica sabendo que se for assim que tem de ser, 
Se é isto que me custa ver-te feliz
Passava nove vidas a sofrer assim



   ahaha está bom, já se me passou a panca xD agora fazer disso música lalalala //desculpem isto é tudo felicidade por ter voltado a desenhar no pc <3 durmam bem flores ~

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